Nosso lado é o coletivo.
Somos um jornal digital independente, progressista e aberto ao debate público. A nossa posição é clara; a obrigação de provar o que publicamos também.
Não existe neutralidade diante do autoritarismo
O Lado Coletivo defende a democracia, a vida, os direitos de quem trabalha, a igualdade social, a soberania dos povos e um futuro ambientalmente justo. Não vamos suavizar discursos que atacam esses princípios. A extrema direita, no Brasil e no mundo, será acompanhada com crítica persistente, documentação e rigor.
Não é uma guerra contra pessoas. É jornalismo contra projetos autoritários, desinformação e decisões que retiram direitos. Também examinaremos erros e contradições de governos e movimentos progressistas. Apoio político não é licença para omitir fatos.
Popular na linguagem. Crítico no pensamento. Independente na apuração.
Somos um jornal progressista, com espaço declarado para o pensamento marxista, a organização popular e o debate plural. Nossa perspectiva é uma lente crítica, não uma licença para alterar fatos. Damos voz a trabalhadores, pesquisadores e movimentos sem tratar nenhuma organização ou governo como imune a perguntas.
Como construímos uma manchete
- Identificar o sujeito: dizer quem tomou uma decisão quando houver documento ou fonte que sustente a atribuição.
- Nomear interesses com precisão: identificar empresas, grupos e agentes econômicos efetivamente envolvidos, sem atribuir intenções não demonstradas.
- Traduzir o economês: explicar siglas, números e efeitos concretos na vida das pessoas, distinguindo consequências comprovadas de projeções.
- Ouvir quem é afetado: contextualizar greves, mobilizações e conflitos fundiários, ouvir os envolvidos e não criminalizar reivindicações por linguagem automática.
- Investigar as estruturas: relacionar decisões às desigualdades e ao modelo econômico quando a apuração sustentar essa análise, identificando interpretação como interpretação.
O título pode ser contundente. Não pode anunciar um lucro, um corte, uma ameaça ou uma culpa sem provas. Reportagens, análises e opiniões terão identificação clara e data de publicação correta.
A reportagem tem de aguentar perguntas
Quem decidiu? Quando? Qual documento sustenta a alegação? Quem ganha, quem perde e quem foi ouvido? Uma manchete que não resiste a essas perguntas não está pronta.
Usamos leis, atos oficiais, bases de dados, estudos, entrevistas e veículos identificados. Ao publicar informação apurada por outros jornalistas, damos crédito e link. Não copiamos reportagens, não inventamos entrevistas e não apresentamos suspeitas como condenações. Nas experiências internacionais, mostramos a conexão concreta com os desafios brasileiros.
Checagem e direito de resposta
Informação falsa será tratada como falsa quando a prova permitir essa conclusão. Distorção, opinião, erro e mentira deliberada são coisas diferentes. Não atribuiremos intenção ou coordenação sem evidência. A pessoa citada poderá apresentar sua versão e documentos; quando relevantes, serão incorporados ao texto.
Se errarmos, corrigiremos o conteúdo de forma visível. Quer apontar uma imprecisão ou enviar documentos? Fale com a redação pelo e-mail contato@ladocoletivo.com.br ou pelo Instagram oficial @ladocoletivo.
Referências e independência
Acompanhamos Brasil de Fato, CartaCapital, Le Monde Diplomatique, Jacobin, organizações de checagem e fontes institucionais de diferentes países. Elas ajudam a identificar pautas, não substituem a nossa verificação. Publicidade e parcerias devem ser identificadas e não determinam a pauta.
Nossos compromissos
- Verdade documentada: distinguir fatos, inferências e opinião.
- Voz própria: textos autorais, linguagem viva e explicações claras.
- Correções públicas: transparência quando algum dado falhar.
- Direitos e democracia: crítica firme, sem ameaças, discriminação ou acusações sem prova.